domingo, 3 de julho de 2011

A tragédia do RMS Tayleur

O navio, que assim como o RMS Titanic, afundou na viagem inaugural

O belíssimo e gigante RMS Tayleur da White Star Line

 

Introdução

O RMS Tayleur foi um dos primeiros navios da frota da White Star Line, e é considerado ao primeiro Titanic da WSL. Era totalmente equipado com casco de ferro e foi fretado pela White Star Line. Ele era grande, rápido e tecnicamente avançado. Ele encalhou e afundou em sua viagem inaugural no ano de 1854. O naufrágio foi causado tanto por uma equipe inexperiente e equipamento defeituoso. Dos mais de 650 passageiros a bordo, apenas 290 sobreviveram.

A Construção

O Tayleur foi desenhado por William Rennie em Liverpool e construído para os proprietários da Charles Moore & Company. Ele foi lançado em Warrington sobre o rio Mersey em 4 de outubro de 1853 – num tempo recorde de 6 meses de construção. Ele tinha 230 metros de comprimento, 28 metros de altura com 40 metros de largura, tres deck’s e 1.750 toneladas, enquanto que 4.000 toneladas de carga poderiam ser transportada. Ele foi nomeado em relação a Charles Tayleur, fundador da Engineering Works. O novo navio foi fretado pela White Star para atender a expansão das rotas de comércio na Austrália, como transporte de ouro.

O Desastre

Representação da tragédia

O RMS Tayleur deixou Liverpool em 19 de janeiro de 1854, em sua viagem inaugural para Melbourne, na Austrália , com 652 passageiros e tripulantes. Foi comandado pelo Capitão John Noble, com 29 anos de carreira. Posteriormente, durante o inquérito, determinou-se que da tripulação de 71 marinheiros a bordo, apenas 37 eram treinados, e destes, dez não falavam Inglês. Foi noticiado em jornais que muitos dos tripulantes eram “penetras” em destino a Austrália. A maioria da tripulação sobreviveu.
A bússula a bordo não funcionava corretamente por causa do ferro do casco. A equipe acreditava que estavam navegando para o sul através do mar da Irlanda, mas na verdade estavam viajando para o oeste para a Irlanda! Em 21 de janeiro de 1854, depois de 48 horas de navegação, o Tayleur entrou em uma névoa e em uma tempestade, indo direto para a ilha de Lambay. O leme era pequeno para sua tonelagem e dimensão, de modo que era incapaz de manobrar em torno da ilha. O equipamento estava completamente com defeito; as cordas não tinham sido devidamente esticadas, de modo que elas ficaram com folgas, o que tornava impossível o controle das velas. Apesar de ter baixado duas âncoras, logo que as rochas foram avistados, ele encalhou no leste da costa da Ilha Lambay, cerca de cinco milhas da Baía de Dublin .
Inicialmente, foram feitas tentativas de baixar os botes salva-vidas, mas quando o primeiro bote foi esmagado pelas rochas, o lançamento de barcos foi considerado inseguro. Tayleur estava tão perto de terra que a equipe foi capaz de baixar um mastro para a praia, como uma ponte, e algumas pessoas a bordo conseguiram saltar para terra escalando o longo mastro recolhido. Alguns que chegaram em terra conseguiram salvar outros que se puxaram em segurança pelas cordas. O Capitão John Noble esperou a bordo do Tayleur até o último minuto e, em seguida, pulou para a corda, sendo resgatado por um dos passageiros.
Com a tempestade e maré alta contínua, o navio foi então levado para águas mais profundas. Ele afundou e apenas os topos de seus mastros eram vistos.
Um dos passageiros sobrevivente alertou a guarda costeira da estação na ilha. Este passageiro e quatro guardas da costa lançaram ao mar um barco da guarda costeira. Quando chegaram aos destroços, encontraram o último sobrevivente, William Vivers, que havia subido ao topo do mastro, e já havia ficado lá por 14 horas, sendo resgatado em seguida. Em 2 de março de 1854, Joseph Sweeney, o barqueiro chefe, foi premiado com uma medalha de prata pelo resgate. Alguns jornais culparam a tripulação por negligência, mas o Capitão John Noble colocou a culpa no navio e nos proprietários, acusando-os de negligência por permitir que o navio partisse sem a bússola estar devidamente ajustada. A Câmara de Comércio, no entanto, não culpou o Capitão por não cumprir suas obrigações corretamente. Os destroços foram vendidos como sucata, mas parte dele ainda está a 18 metros de profundidade e não puderam ser recuperados. O Tayleur foi comparado com o RMS Titanic pois eles compartilhavam semelhanças, mas em épocas distintas. Ambos foram navios denominados “RMS” e foram da White Star Line (embora o Tayleur fosse, inicialmente, de outra empresa), e ambos naufragaram em suas viagens inaugurais. Equipamentos defeituosos e inadequados contribuiram para as duas catástrofes (bússolas defeituosas para o Tayleur, e falta de botes salva-vidas para o Titanic).

Medalha de Joseph Sweeney

Medalha que Joseph Sweeney ganhou pelo resgate de passageiros no navio

Inquéritos e Números

Houve quatro inquéritos oficiais: The inquest, realizada em Malahide pela Câmara de Comércio; The Board of Trade, realizado pelo Captain Walker; The Admiralty realizado pelo Sr. Grantham, inspetor de navios e o The Liverpool Maritime Board que tentou testar a aptidão do Capitão John Noble no comando. Há contradições entre esses inquéritos. Os número de vidas perdidas variam. Os últimos indicam que estavam a bordo entre 528 e 680 pessoas, enquanto os mortos devem ser, pelo menos, entre 297 e até 380. Das mais de 100 mulheres a bordo, apenas três sobreviveram, possivelmente por causa da dificuldade com as roupas e vestimentas da época. Quando a notícia do desastre chegou à Irlanda, a cidade de Dublin Steam Packet Company enviou o navio Prince para procurar por sobreviventes.

Os Destroços

Os restos do navio são considerados um patrimônio. É ilegal mergulhar sem autorização prévia do Departamento de Obras Públicas. O navio encontra-se, em uma única peça de 30m (já que teve a mior parte desmontada) no Oriente Sul da Ilha Lambay em uma pequena reentrância, em 53° 28'54 "N  e 06° 01'12 "W. A carga ainda existente inclui louças e lápides de porcelana estampadas brancas e azuis. Com mais de 100 anos de naufrágio, todos os ítens encontrados devem ser deixados no local.

 Lápides ainda visíveis nos destroços do TayleurLápides nos destroços 

 

-- Edição de tradução: Lucas Rubio

 

Especialmete dedicado aos amigos: Rodrigo Piller, João Pedro, Pedro Delano, Izaque e Sergio.

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Лукас Рубио

 

terça-feira, 14 de junho de 2011

RMS Olympic, 100 anos de partida

Faz 100 anos que o navio RMS Olympic, o primeiro da famosa e poderosa Olympic Class da White Star Line, partia de Southampton e faz 100 anos que um mito nascia e provava a força da WSL e da H & W, ou quase isso. Era um navio luxuoso, praticamente idêntico ao seu irmão Titanic. Mesmo com um histórico de acidente não muito agradável, o RMS Olympic é considerado um dos melhores navios que já cruzou os oceanos. O Olympic fez parte da frota britânica na 1ª Guerra Mundial e em seguida voltou a transportar seus passageiros sob o comando da White Star. Disponibilizo aqui algumas fotos do Olympic, o “velho confiável”.

 

A construção

 

RMS Olympic

 RMS Olympic

 

 RMS Olympic

 

Os anos de glória

 

RMS Olympic

 

RMS Olympic

RMS Olympic

Os anos de Guerra

 HMT Olympic

HMT Olympic

 

HMT Olympic

 

Os anos pós-Guerra

 

RMS Olympic

 RMS Olympic

RMS Olympic

 

O fim

 

RMS OlympicOlympic sendo levado a desmanche, uma das últimas cenas do gigante dos mares

 

RMS Olympic

 

“Em 13 de Outubro de 1935 o RMS Olympic aporta na cidade de Jarrow, a última estadia e o final de uma história de um GIGANTE dos mares... 24 anos de glória terminariam aqui.”

Rodrigo Aparecido Piller

 

RMS Olympic

 

RMS Olympic

 O que parecia ser o RMS OlympicO que restou do convés do RMS Olympic. Visão em direção a proa.

 

Agradecido a alguns bons amigos que passaram algumas imagens presentes neste post.

 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Caixa de charutos do Capitão Smith é achada e leiloada por 25 mil libras

O porta-charutos do Capitão do Titanic foi encontrado em uma casa perto de Liverpool, onde ficou esquecida por 20 anos!

 

Caixa de charutos do capitão do Titanic. Exclusividade RMS Lucas Rubio

 

Uma caixa de charutos que pertencia ao capitão do Titanic foi vendida em um leilão em Liverpool por 25 mil libras (mais de R$ 65 mil).
A caixa de nogueira foi descoberta esquecida na casa de Hilary Mee, em Merseyside, perto de Liverpool.
Mee não sabia que o objeto estava ligado ao navio naufragado em 1912, apesar de a caixa ter ficado em sua casa por 20 anos.
O porta-charutos foi encontrado pelo leiloeiro John Crane, da Casa de Leilões Cato Crane, de Liverpool, quando ele foi convidado pela família para avaliar uma série de objetos antigos.


Emblema

 

Caixa de charutos do capitão do Titanic. Exclusividade RMS Lucas Rubio


A caixa tem o emblema da companhia de navegação White Star, proprietária do navio, e também as iniciais do capitão do Titanic, Edward John Smith – E.J.S
Inicialmente, John Crane não conseguia decifrar o significado das iniciais, apenas depois ele percebeu que eram do capitão do navio naufragado.
Hilary Mee, por sua vez, afirmou que a caixa está com sua família há várias gerações e teria sido dada ao pai dela por familiares da viúva de Edward John Smith, Sarah.
A caixa foi projetada para guardar 40 charutos Havana.
O Titanic afundou em sua viagem de inauguração, de Southampton, na Grã-Bretanha, para Nova York, nos Estados Unidos, em abril de 1912, provocando a morte de mais de 1.500 pessoas.
O navio afundou a cerca de 650 quilômetros da costa de Newfoundland, no Canadá, duas horas após se chocar com um iceberg, resultando no naufrágio mais famoso do mundo.

 

Edward Jonh Smith  Titanic