Estive conversando com vários amigos, o Sergio Claudiano, o Victor Vila, a Laísa Raupp e o Daniel Capella, por exemplo, cada um com seu ponto de vista sobre o assunto, e vi que este assunto ainda vai gerar muitas e muitas páginas de discussões e ainda dará muito o que falar…
O real RMS Titanic afundou há exatos 100 anos atrás e levou consigo 1.500 pessoas. Isso não é novidade pra ninguém. Mas isso nos leva a pensar que milhares de famílias sofreram na época e se contruir um novo Titanic seria quase que uma falta de respeito e mais uma falta do que fazer deste empresário. A própria Millvina Dean já expressou que não gostava de filmes referentes ao navio e dizia que se uma pessoa visse da perspectiva dela e fosse uma sobrevivente, entenderia como é triste e doloroso ver o navio que matou seu pai, sendo representado na tela dos cinemas, imagine agora o navio recriado. Não há mais sobreviventes do Titanic vivos, mas há seus descedentes e familiares que sentiriam a dor da perda de seus ancestrais na tragédia do navio. Então, torna-se desnecessário se contruir um Titanic II. Eu mesmo não consigo aceitar essa ideia de ter outro Titanic navegando por aí.
Uma outra questão muito interessante a se levantar é a questão do projeto e do nome do navio. Conversei sobre isso com o Daniel Capella, e ele nos apresenta algumas ideias que são, no mínimo, muito interessantes de serem analisadas. Na época o RMS Titanic era uma propriedade da empresa britânica de navegação White Star Line. A White Star Line, mais tarde, foi absolvida pela sua arquirrival Cunard Line, devido a uma série de fatores que levaram a WSL ao declínio.
Ainda hoje, a Cunard Line existe e é muito conhecida por ser proprietária dos luxuosos cruzeiros Queen Mary 2, Queen Elizabeth e Queen Victoria. Então, se a Cunard Line ainda existe e ela adquiriu a White Star, a Cunard é a detentora dos direitos sobre o nome e o designer do Titanic. Na época em que o Titanic foi contruído ra a época da constante guerra entre as empresas de navegação para construir o melhor navio, uma verdadeira corrida armamentista. Qualquer ideia do adversário para seu uso próprio poderia ser roubada, então com certeza deveria haver leis sobre o roubo de ideias no designer, nome e tudo mais em um navio. As companhias atualmente registram como trade mark o nome de seus navios. Naquela época isso já existia. Esse projeto, se sem autorização é um verdadeiro plágio, e a Cunard poderia lutar na justiça contra isso, apesar de ainda não ter se manifestado sobre o caso.
Então o Titanic II, seria um plágio, seria uma forma de desconsideração com as vítimas de um Titanic e ainda acarretaria um próximo aspecto a ser analisado. Este Titanic II pode acabar ofuscando a história do 1º Titanic, pois ele não está com uma missão de recriar perfeitamente o navio, ele será uma versão moderna do Titanic. Então o RMS Titanic corre sério perigo de afundar na memória coletiva. Desde 1912 se propõe contruir um novo Titanic, mas desta vez, as coisas realmente parecem sérias.
Além de tudo isso, temos outras duas questões a serem pensadas. Um delas é que o nome, a história e a tragédia do Titanic estará sendo usada para levantar dinheiro para as mãos de um empresário. Ou seja, a morte de 1.500 pessoas estaria sendo utilizada para o lucro e a vantagem monetária. A outra é que este novo Titanic está sendo usado como um tipo de arma política, uma vez que quem irá construí-lo é uma empresa estatal da China comunista, e o navio fará rotas entre os Estados Unidos e a Europa. Então o Titanic II seria uma estratégia política além de uma grande fonte de lucratividade.
Mas quais seriam os aspectos positivos dessa história toda? Muitos, claro. Para qualquer fã do navio, só de pensar em poder embarcar em um Titanic já é um sonho. E pode ocorrer o contrário do que falamos anteriormente: com esse Titanic II, a história do 1º Titanic pode se tornar mais popular do que já é, e corre o risco de ficar um bom tempo nos noticiários e na memória coletiva.
Outro fator positivo é que a contrução de um novo Titanic poderá facilitar o estudo de alguns aspectos do navio. Muitos estudiosos poderiam se utilizar dos espaços do navio, e sua forma, para entenderem melhor como ocorreu os momentos finais de seu antecessor.
Link interessante para essa matéria:
- “100 anos depois o Titanic poderá ganhar nova versão” – Post do RMS Lucas Rubio que noticia a contrução de um novo Titanic. Entenda como será a contrução e seus motivos. Acesse AQUI.
